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São
Paulo - O Sindicato e representantes do Itaú se
reuniram na segunda-feira, dia 4, para discutir
reivindicações no Bankfone.
Pelo Sindicato participaram os diretores Aladim
Iastani, Ana Tércia Sanches e Marta Soares,
além do cipeiro local, Durval.
Oito pontos foram reivindicados pelos bancários.
A diretoria vai estudar as propostas e discuti-las
em uma próxima reunião, que acontecerá nos próximos
dias.
Veja abaixo os pontos:
Assédio moral – “Minha educação
é o meu maior bem, por isso, é que eu a deixo em
casa.” Frases com essa foram colocadas na mesa
de negociação pelos dirigentes sindicais na
negociação. Foi pedido que os gestores devem ser
mais preparados e que as metas (determinadas nas
diretrizes orçamentárias) sejam revistas. “São
elas que vão gerando o assédio moral em cascata,
partindo de cima para baixo, levando os gestores a
reproduzir continuamente uma pressão sem limites
que se concretiza no ritmo alucinante do funcionário”,
diz a diretora do Sindicato Marta Soares.
Metas – Os bancários querem
acabar com a injustificada idéia de quem não
atinge a meta não poder sair de férias nos meses
de novembro a fevereiro e em julho.
Ginástica laboral – Os bancários
reivindicam que não seja feita no horário de
pausa, pois este período deve ser respeitado para
que o bancário descanse. Também foi reivindicado
exercícios específicos para PNEs (Portadores de
Necessidades Especiais).
Revista – Os funcionários
se sentem extremamente constrangidos como o
mecanismo de “revista” implementado no novo
local de trabalho no prédio do Tatuapé. “A
“revista” é descabida, pois eles são funcionários
e já possuem crachá do banco”, diz Aladim.
Foi solicitado o fim desta prática.
Bingo – Este mecanismo de
premiação criado pelos gestores do Bankfone é
mais uma prova de que as pessoas são tratadas
como máquinas de produção, relata a diretora
Marta Soares. “É descabido um mecanismo assim,
que premia com uma hora ou com um dia de descanso,
mas não é programado com o funcionário que
muitas vezes só recebe a informação após já
ter iniciado seu dia trabalho”, lembra.
Cadeira de rodas – O Sindicato
reivindicou a reserva de vagas próxima ao
elevador para os funcionários que utilizam
cadeiras de rodas.
Ambulatório fisioterapia – A
entidade também cobrou a ampliação do
atendimento feito no ambulatório feito no prédio
do Tatuapé, nos moldes que é realizado no Ceic.
“Queremos a presença de médicos no local e a
garantia de tratamento fisioterápico”, lembra a
diretora do Sindicato Ana Tércia.
Respeito – Que o banco faça
uma reunião com os bancários reabilitados e que
sejam acatadas as ordens médicas sobre o trabalho
dos mesmos. A área tem cerca de 40 bancários
nesta situação.
Ricardo Negrão - 08/12/2006
Fonte: Site do Sindicato dos Bancarios.
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